1º de Fevereiro no Rock

Todos os dias primeiros de cada mês teremos uma relação do que aconteceu no mundo do rock. Dá só uma sacada:
Quem nasceu?
Em 01/02/1950: Nasce Richard Williams (Kansas)
Em 01/02/1938: Nasce Jimmy Carl Black (Mothers of Invention)
O que aconteceu de importante?
Em 01/02/1968: Nasce Lisa Maria Presley, filha única do Rei Elvis.
Em 01/02/1964: John Entwistle tem a idéia de chamar sua banda de The Who (foto)
Em 01/02/1965: É lançado nos EUA um compacto duplo dos Beatles
Em 01/02/1983: Eric Clapton lança o álbum “Money and Cigarettes”.
Em 01/02/1974: O guitarrista Eric Bell deixa o Thin Lizzy, alegando problemas de saúde
Em 01/02/1968: Universal oferece ao The Doors US$500.000 para estrelar um filme
Igreja do Rock? ALELUIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Agora as nossas preces (ops) foram atendidas, literalmente! Já está acontecendo e as guitarras já estão com um novo status! De acordo com nota do UOL Música, muitos fãs de heavy metal iniciaram uma campanha no Reino Unido visando a criação da nova igreja do rock! Talvez, em breve, o gênero seja reconhecido oficialmente como uma religião pelos lados ingleses!
Por meio de uma página na rede social Facebook, os autores da iniciativa querem que os fãs deste tipo de música respondam “heavy metal” quando perguntados no censo do Reino Unido sobre a religião que seguem.
Isso é mais um sintoma do fenômeno das mídias sociais que levaram 390 mil pessoas residentes no Reino Unido a declarar fé religiosa para Jedi, a crença fictícia criada para a saga cinematográfica Guerra nas Estrelas.
Sabe quantas pessoas já aderiram? Pouco mais de dez mil pessoas – e a campanaha tem apenas uma semana! Lançada pela revista Metal Hammer e está entre as personalidades Biff Byford, do Saxon. Byford foi proposto pela revista como “o embaixador para a paz do heavy metal mundial” caso a campanha realmente dê certo.
PROFETIZADO:
Pixações nos anos 60 com Clapton is God já estavam antevendo tudo isso… Seria Clapton mesmo Deus? Hendrix é o menino Jesus? Façam as suas apostas!
Led Zeppelin – Physical Graffiti (13 de Abril de 2005)
Para dar início ao meu blog, que tal relembrar um texto meu das antigas, dos tempos do Drop Music? Direto de 2005, do site www.dropmusic.com.br, o disco Physical Graffiti do Led Zeppelin.
Tudo começa com Custard Pie, uma aula de Bonham na bateria. O nosso” Mob Dick” costumava dar “aulas” com as baquetas e não foi diferente em The Hover, segunda faixa, com Page e Plant justificando a inclusão deles nas listas de duplas de rock mais conhecidas (Lennon/McCartney, Tyler/Perry, etc). Tudo bem, mas a perfeição ainda estava por vir, até que os primeiros acordes de In My Time Of Dying começam, um blues elétrico de primeira. O peso do slide guitar de Jimmy Page entra em sintonia perfeita com John Paul Jones (que aqui fica só no baixo, mas logo iria mostrar as suas habilidades nos sintetizadores). Esta música atinge mais de dez minutos, mas parece que são apenas três ou quatro. Uma “releitura” de um clássico do blues piopular americano com uma nova roupagem. Perfeito até aqui.
Chega, então, Houses of the Holy (que não entrou no disco anterior, sei lá por que. Tem o ritmo mais dançante do disco) e Trampled Under Foot. Canções excelentes, que mereceriam maiores comentários, mas como o espaço que tenho para escrever não me permite abusar muito, vou direto para Kashmir. Aqui sim Paul Jones dita o clima com a parede sonora criada pelos seus sintetizadores, órgãos, moogs, etc. Roberth Plant se inspirou em uma viagem ao Marrocos, que ele e Page haviam feito (onde, por sinal, ambos passaram mal devido à comida local). É simplesmente hipnotizante.
Se fossem apenas essas seis músicas, o disco já estaria entre os melhores já lançados nos anos setenta. Mas o disco é duplo. Porra, In The Light é a coisa mais complexa que a banda fez em toda a sua história. O que é aquilo?!? Um vulcão sonoro proporcionado por Paul Jones, explodindo em cores e diferentes passagens. Plant conseguiu manter o clima de Kashmir vivo no outro disco. Já Page tem um papel secundário nesta, mas desfila toda a sua habilidade na instrumental acústica Bron-Y-Aur que, apesar de curta, tem uma das melhores melodias do disco.
A banda une forças para a impressionante Down By the Seaside, onde tem o seu melhor desempenho dentro do disco, como conjunto (parece que falei como comentarista de futebol agora).
Agora, abre-se espaço para a melhor canção da história da banda: Ten Years Gone. E não adianta discutir comigo, essa é a melhor da banda e pronto! Veja as mudanças de tempo fantásticas que acontecem aqui e o clima saudosista que a música imprime nos ouvidos. John Bonham mandando firme, enquanto Page e Paul Jones trabalham nas partes elétricas e acústicas como se fossem apenas uma. O ponto máximo de toda a história do Led Zeppelin é Ten Years Gone, sem dúvida.
Night Flight, canção seguinte, apresenta um rock básico, um pouco abaixo das músicas anteriores, mas que funciona como ponto de referência do disco devido ao órgão marcante. The Wanton Song é como uma pedrada certeira na janela do vizinho, de tão boa que é. Plant não mostra todas as suas qualidades vocais, mas o refrão não deixa a qualidade cair por terra. Uma musicaça, vale conferir com mais atenção. Boogie With Stu foi gravada com o tecladista do Rolling Stones ao piano. Lembra muito a música Rock and Roll, de 1971, mas sem o peso da mesma. Se você aumentar o volume antes da próxima canção, escutará o som de um avião passando ao fundo. Isso por que Black Country Woman foi gravada em um jardim (?) pela banda. O disco dois fecha com Sick Again, com Page fazendo um riff marcante. Procure logo este trabalho logo, meu! É o melhor deles.
Hello world!
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